Transtorno de Pânico

Por Maria Copetti (psicóloga clínica)
Um ataque de pânico é um surto abrupto de medo intenso ou desconforto intenso que alcança um pico em minutos e durante o qual ocorrem diversos sintomas (falta de ar, suor, coração acelerado, etc). Pode ocorrer a partir de um momento no qual a pessoa sente-se calma ou pode resultar de um estado ansioso. Os ataques são recorrentes (voltam a ocorrer) e inesperados.

Para realizar o diagnóstico de transtorno do pânico são necessários quatro ou mais dos seguintes sintomas:

  1. Palpitações, coração acelerado, taquicardia.
  2. Sudorese (suor excessivo)
  3. Tremores ou abalos.
  4. Sensações de falta de ar ou sufocamento.
  5. Sensações de asfixia (falta de ar).
  6. Dor ou desconforto torácico (dor no peito).
  7. Náusea ou desconforto abdominal (enjoo).
  8. Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio.
  9. Calafrios ou ondas de calor.
  10. Parestesias (anestesia ou sensações de formigamento).
  11. Desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização (sensação de estar distanciado de si mesmo).
  12. Medo de perder o controle ou “enlouquecer”.
  13. Medo de morrer.

Além disso, para confirma o diagnóstico é preciso confirmar que ao menos um dos ataques de pânico, foi seguido de um mês (ou mais) de uma ou de ambas as seguintes características:

  1. Apreensão ou preocupação persistente acerca de ataques de pânico adicionais ou sobre suas conseqüências (p. ex., perder o controle, ter um ataque cardíaco, “enlouquecer”).
  2. Uma mudança desadaptativa significativa no comportamento relacionada aos ataques (p. ex., comportamentos que têm por finalidade evitar ter ataques de pânico, como a esquiva de exercícios ou situações desconhecidas).
  3. A perturbação não é conseqüência dos efeitos psicológicos de uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou de outra condição médica (p. ex., hipertireoidismo, doenças cardiopul- monares).
  4. A perturbação não é mais bem explicada por outro transtorno mental (p. ex., os ataques de pânico não ocorrem apenas em resposta a situações sociais temidas, como no transtorno de ansiedade social; em resposta a objetos ou situações fóbicas circunscritas, como na fobia específica; em resposta a obsessões, como no transtorno obsessivo-compulsivo; em resposta à evocação de eventos traumáticos, como no transtorno de estresse pós-traumático; ou em resposta à separação de figuras de apego, como no transtorno de separação.)

O transtorno de pânico causa diversos prejuízos na vida do paciente, incluindo incapacidade social, profissional e física; custos econômicos consideráveis e um número mais alto de consultas médicas. Por se tratar de uma patologia com diversos sintomas físicos, é comum que antes do tratamento correto o paciente já tenha buscado diversos médicos e serviços de emergência. O grau de sofrimento e prejuízo causado pelo transtorno é bastante elevado.

Felizmente o tratamento psicoterápico do pânico, através de terapia cognitivo comportamental, é bastante efetivo. A maior parte dos pacientes percebe a diminuição da maior parte dos sintomas em um curto período de tempo.

Fonte: DSM5
American Psychiatry Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental disorders – DSM-5. 5th.ed. Washington: American Psychiatric Association, 2013.

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