Quadro Saúde Mental

Pesquisa aponta que 25% dos infartos em jovens são provocados pelo uso da cocaína

Há 2 dias estamos conversando sobre a cocaína. Hoje abordaremos as consequências que essa droga causa no organismo e as possibilidades de tratamentos existentes. Para se ter uma idéia, a cocaína é uma droga que pode causar alterações em vários órgãos, além de possuir o poder de desencadear doenças em praticamente todo o organismo, podendo, inclusive, ser potencialmente fatal.

No coração, a cocaína pode causar diversos tipos de arritmias, insuficiência cardíaca e, até, pode levar a um infarto agudo do miocárdio. E todas essas condições são potencilamente fatais. Alguns estudos, inclusive, indicam que cerca de 25% dos infartos que ocorrem em jovens de 18 a 45 anos de idade são provocados pela cocaína. Ou seja, a cada 4 casos de infarto cardíaco nessa faixa-etária citada, 1 caso se deve ao uso da cocaína.

No cérebro, a cocaína possui a capacidade de desencadear o AVC, que é popularmente conhecido como derrame. E as vezes, dependendo da extensão dessas leões, as sequelas do AVC podem ser duradouras e irrecuperáveis.

Além disso, o rim e o fígado igualmente podem ser afetados, e a cocaína pode desenvolver, nesses órgãos, insuficiências severas, o que pode comprometer o funcionamento deles, e até levar à obito.

  • Como tratar a dependência de cocaína

O tratamento das depedências químicas sempre é complexo e requer uma série de estratégias que devem ser tomadas junto aos usuários dessa droga e junto aos familiares desses dependentes. A participação da família no tratamento é muito importante.

Os familiares e pessoas mais próximas do dependente de cocaína precisam de instruções de como lidar adequadamente com o problema, e também necessitam avaliação profissional para identificar possíveis adoecimentos.

Já o usuário deve ser submetido a tratamento médico especializado, e, também, deve receber acompanhamento com equipe multidisciplinar, onde entra o papel da psicologia e dos consultores em dependência química, por exemplo. E por vezes, quando a situação é muito delicada, quando o dependente está tendo muitos prejuízos, e não aceita tratar-se, a família deve ponderar a possibilidade de buscar internações involuntárias ou compulsórias.

Essas modalidades não são as melhores formas de iniciar-se um tratamento, mas, infelizmente, pode ser a única saída para aqueles que não reconhecem sua doença da dependência e estão prestes a comprometer severamente as suas vidas. Internar contra a própria vontade pode salvar vidas, e quando os usuários, depois de desintoxicados, percebem que a família tomou essa atitude para o seu bem, geralmente ficam muito agradecidos.

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