Quadro Saúde Mental

Livrar-se do vício do crack é um desafio para o corpo e mente

O “crack” ultrapassa todos os limites. Livrar-se da dependência dessa droga é um desafio para o corpo e para a mente. Ela vicia rapidamente, e a abstinência leva a sensações que nem todos os usuários se dispõem a encarar.

Uma das mais frequentes reações provocadas pelo crack é a vontade incontrolável de fumar mais uma pedra. E é isso que geralmente os usuários acabam por fazer. Fumam uma pedra atrás da outra; enquanto tiverem meios materiais (financeiros) para fumar mais uma, continuam a usá-la, sem interrupções. Vinte, trinta pedras, ou mais, fumadas continuamente.

E quando esgotam os meios materiais para obter a droga, alguns usuários transgridem as normas e invadem a liberdade alheia. Algumas casas já não possuem sequer pratos e talheres para fazer a alimentação: foram todos “fumados”. E nas ruas, desesperadamente, enquanto a fissura toma conta de seus cérebros, manipulando seus comportamentos, furtam e roubam para obter meios para comprar a droga.

Infelizmente, não há nenhum tratamento específico para essa doença. Todo esforço é necessário para o acompanhamento de quem passa por este problema. No entanto, existem algumas diretrizes que não podem ser dispensadas: apoio médico especializado, apoio terapêutico e acompanhamento de familiares.

Durante todo o tratamento, é necessário muita compreensão dos familiares dos usuários, pois a “fissura” pela droga é tão grande, que muitos usuários acabam recaindo várias vezes, até atingir um processo de abstinência longo e duradouro. Numa visão otimista, apenas 10% dos que tratam essa dependência não recaem.

Deve-se estar disposto a sacrifícios, não desistir na primeira recaída, nem na segunda, nem na terceira, em nenhuma delas. Infelizmente, recaídas fazem parte do processo de recuperação, e merecem ser enfrentadas sob esta óptica. É importante sempre colocar-se a disposição para mais uma nova tentativa, para “iniciar do zero”, e oferecer apoio mesmo enquanto estiver usando o crack, não apenas no momento da abstinência.

Além disso deve-se aproximar-se do usuário, fazer vínculo, instruir, e minimizar danos. Todas essas são tarefas que fazem diferença quando executadas pelos familiares, amigos e profissionais de saúde.

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