Quadro Saúde Mental

Comportamentos impulsivos e suicidas caracterizam transtorno de borderline

Depois de tentar se matar e ser internada em uma clínica psiquiátrica, Monique Evans recebeu um novo diagnóstico: sofre de transtorno da personalidade borderline. Pessoas esse distúrbio tem dificuldade de relacionamento, além de sofrerem oscilações de emoções e sentimentos e sensação de vazio.

O paciente borderline pode ser definido como instável nos relacionamentos, na autoimagem e nos sentimentos, com acentuada impulsividade. Os relacionamentos geralmente são instáveis e intensos, assim como fazem esforços enormes para evitar um abandono real ou imaginário. A impulsividade é uma outras característica fundamental do transtorno, e pode levar a atos muito prejudiciais, como por exemplo, o jogo patológico, sexo inseguro, dirigir irresponsavelmente, comer em excesso e uso e abuso de drogas.

Como se trata de um transtorno da personalidade, muitas pessoas com o distúrbio Borderline, não se dão conta que suas atitudes estão erradas, ou que seu jeito de ser pode significar uma doença Psíquica grave. A personalidade de cada pessoa é como se fosse um alicerce, tudo que faz parte da nossa personalidade encontra-se muito arraigado, e por isso muitos psiquiatras entendem que tratar o Transtorno Border é um tanto complicado.

Os pacientes com o transtorno podem ser vistos como estorvos para os parentes e entes querido, o que pode piorar o relacionamento em família. A maior parte dos pacientes com transtorno bordeline tem atitudes de automutilação e acentuados comportamentos impulsivo ou suicida. De 8% a 10% das pessoas que sofrem com esse distúrbio podem cometer suicídio.

Muito comum são os comportamentos em que há risco de morte ou tentativas malsucedidas de suicídio, por exemplo: overdose de medicamentos, dirigir perigosamente ou autoagressões não letais.

Monique Evans, além de confessar que já tentou se matar várias vezes, também contou que machuca seu corpo, bate em seu rosto e também bate com a cabeça no chão desde pequena. Outra característica comum são os relatos de sentimento de não pertencimento de um eu, sentem-se vazios, alguns pacientes tem dificuldades de dizer realmente quem são.

Na verdade, grande parte das pessoas com o T. Borderline são inteligentes e talentosas, mas tal transtorno os impede de se desenvolverem e os boicota em várias áreas do conhecimento como educação e empregos, ficando aquém de suas potencialidades.

Por causa da falta de informação, é possível confundir o transtorno borderline com transtorno bipolar, pois sintomas como instabilidade de humor, impulsividade e comportamento suicida são comuns a ambos os distúrbios.

No entanto uma diferença fundamental é que no transtorno de personalidade borderline, assim como em todos transtornos de personalidade, o padrão de comportamento ou de vivência íntima é persistente, generalizado e inflexível, relativamente estável ao longo do tempo. Já no transtorno bipolar, os sintomas têm padrão fásico ou episódico dos sintomas, com períodos depressivos, outros maníacos, podendo haver períodos livres de sintomas.

O tratamento para o transtorno de personalidade borderline é essencialmente psicoterápico com o uso de medicamentos. A psicoterapia individual ou em grupo são importantes para a pessoa compreender suas angústias e contradições do viver.

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Comments (1)

  1. Finalmente um artigo brasileiro que não retrata o paciente borderline como sensível, perigoso, manipulador, etc.
    Pessoas que não tem borderline só enxergam borderlines como “difíceis de lidar” e não sabem nem um pouco como é para eles. O “incômodo” que um borderline te causa não chega nem perto do que ele sofre internamente.

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