Quadro Saúde Mental

Bipolaridade e suicídio

Existe uma preocupação muito grande, por parte dos Médicos Psiquiatras, a respeito dos riscos que pessoas com o Transtorno Bipolar acabam se expondo. Recentemente, especialistas da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB) afirmaram que essa é a doença que mais causa suicídios no Brasil.

Entre 30% e 50% dos brasileiros portadores de transtorno bipolar tentam suicídio. Essa é a estimativa sustentada pela Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB). De acordo com essa entidade, daquelas pessoas que tentam se matar, 20% conseguem o objetivo. Ou seja: todas as doenças e de todos os transtornos, o Transtorno Bipolar é o que mais causa suicídios.

É importante dizer que um dos maiores inimigos do paciente é o preconceito. Não é raro verificar pessoas que sofrem com o transtorno evitarem o tratamento porque tem preconceito contra o acompanhamento psiquiátrico e os medicamentos de controle da doença. Essas pessoas precisam saber que vão viver muito melhor se fizerem o tratamento.

O controle do transtorno bipolar basicamente é feito com uso de medicações complementado pelas Psicoterapias.

Quando a pessoa inicia o tratamento, ela é orientada a ficar mais atenta ao seu próprio comportamento e tentar aprender a conhecer melhor seus próprios sintomas.

Com o tratamento adequado, o paciente não desenvolve mais os sintomas e assim pode ter uma vida tranquila e controlada.

A tendência do paciente com transtorno bipolar sem tratamento é ter crises cada vez mais intensas, e com intervalos menores. O humor patologicamente alterado refletirá na instabilidade de comportamento, o que se manifesta na vida profissional, social, familiar e acadêmica.

O tratamento na maioria das vezes leva a uma remissão dos sintomas, ou seja, tira o paciente da fase de depressão, ou da euforia ou da hipomania. Nunca deve-se interromper o tratamento por conta própria: estudos mostram que, a cada 100 pacientes que interrompem o tratamento, 47% voltam a ter uma nova crise em menos de um ano, e 92% em até dois anos.

Como a taxa de recidiva, de retorno da doença, é muito alta, existe um consenso internacional de que o paciente talvez precise manter-se em tratamento por um período considerável de tempo, no intuito de prevenir e evitar a reagudização do Transtorno Bipolar.

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