Quadro Saúde Mental

Ação do crack no sistema central é estudada por pesquisadores de todo mundo

A ação do crack no sistema nervoso central é amplamente estudada por pesquisadores em todo o mundo. Uma das hipóteses mais aceitadas é a que fala sobre a dopamina. A Dopamina é uma substância presente em todas as pessoas, e no sistema nervoso central é responsável por provocar sensações de prazer, euforia e excitação. Acontece que o crack aumenta a concentração dessa substância no organismo, fazendo com que o dependente, perseguindo esse prazer, queira usar essa droga com maior freqüência. Com o passar do tempo, o organismo vai ficando tolerante à substância, fazendo com que seja necessário o uso de quantidades maiores da droga para se obter os mesmos efeitos. Além disso, neurônios vão sendo destruídos, e a memória, concentração e autocontrole são nitidamente prejudicados. O excesso de Dopamina também pode provocar sintomas paranoides, fazendo com que o usuário tenha sensação de estar sendo perseguido. E apesar disso, e de todas as outras consequências que o crack causa no organismo, o viciado acredita que o prazer provocado pela droga compensa tudo isso. Em pouco tempo, o usuário dessa droga virará escravo dela e fará de tudo para tê-la sempre em mãos. E por isso, a relação dessas pessoas com o crime e com as transgressões das normas e das regras é muito maior do que com as outras drogas. Não raramente, os usuários do crack possuem conflitos com a lei, comportamento violento e severo descontrole dos impulsos.

Em relação à fome e ao sono, como o organismo passa a funcionar em função da droga, o dependente quase não come e quase não dorme. Isso proporciona um processo rápido de emagrecimento, podendo levar a casos de desnutrição, que até são comuns. A dependência também se reflete nos auto-cuidados, e alguns usuários apresentam ausência de hábitos básicos de higiene e cuidados com a aparência.

Nos pulmões a fumaça do crack gera lesão nos pulmões, levando a várias doenças, como pneumonia, tuberculose, e problemas respiratórios agudos, incluindo a tosse, falta de ar e dores fortes no peito.

Já no coração a liberação de dopamina, faz o usuário de crack ficar mais agitado, o que leva a aumento da presença de adrenalina no organismo. Como conseqüência, verificamos o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Também podem haver problemas cardiovasculares mais sérios, como infarto, por exemplo, o que pode levar à morte.

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