Entendendo a Dinâmica
Familiar e Conjugal

A família é a matriz da construção da identidade dos indivíduos. A função da família envolve a promoção do desenvolvimento biopsicossocial, a perpetuação da espécie e a transmissão da cultura pertencente, que também variam de acordo com a época e o tempo em que a família está vivendo dentro do próprio contexto familiar. Neste entendimento, uma família com filhos pequenos requer do casal um tipo de exigências, diferente do casal que possuem filhos na adolescência, ou do casal onde os filhos já se tornaram independentes.

O Ciclo Vital de uma família, no seio da qual foram gerados filhos, pode ser resumido nos seguintes estágios ou momentos críticos:

1 – Formação de um casal para a construção de uma nova família.

2 – Nascimento dos filhos.

3 – Adolescência dos filhos.

4 – Saída dos filhos da casa paterna (ninho vazio).

5 – Morte dos avós.

6 – Envelhecimento, doença e morte dos pais.

Cabe salientar que, no caso de divórcios, face às inúmeras variáveis que são introduzidas na estrutura familiar, bem como devido às alterações significativas que acontecem no ciclo vital da família, o núcleo original familiar interrompe seu ciclo vital, e cada um dos cônjuges – sozinhos ou em novas relações conjugais, com ou sem filhos em sua companhia – irá constituir novos núcleos familiares.

Uma crise é resultado de pequenos conflitos que se repetem cotidianamente e para os quais não se dá a devida atenção. A crise é produzida quando uma tensão afeta um sistema, necessitando de uma mudança que se afasta do repertório usual desse sistema. A identificação e definição da tensão, isto é, do sintoma, são requisitos para resolver uma crise familiar. O que causa tensão para uma família pode não causar em outra. O que define as tensões (sintomas) são valores e expectativas de cada família, assim como a natureza das relações entre os membros da família.
Atualmente, a família passa por novas mudanças: os vários casamentos, os filhos de relações diferentes, os casais homossexuais; renovaram-se também as crises pelas quais passam as famílias na contemporaneidade, face às profundas transformações nos valores morais e na práxis interativa da sociedade atual.

Quanto às relações conjugais, entende-se por aquelas que mantêm homens e mulheres em relações hetero ou homossexuais, estabelecendo laços de natureza sexual e afetiva, que os levam a desejar uma vida compartilhada, independentemente dos fins de procriação da espécie ou da institucionalização dessa união pelos ritos do casamento civil ou religioso.

A dinâmica das relações conjugais, durante o último século, foi em grande parte determinada pelos avanços científicos e tecnológicos que mudaram de forma significativa o perfil das necessidades e desejos, bem como o das expectativas de vida dos seres humanos em geral.