Avaliação Neuropsicológica na Infância e Adolescência

A avaliação neuropsicológica consiste no método de investigar as funções cognitivas e o comportamento. Trata-se da aplicação de técnicas de entrevistas, exames quantitativos e qualitativos das funções que compõem a cognição, abrangendo processos de atenção, percepção, memória, linguagem e raciocínio.

A avaliação neuropsicológica busca investigar quais as funções cognitivas estão preservadas e as que estão comprometidas, indicando as dificuldades e potencialidades do sujeito. Sua importância reside, principalmente, na prevenção e detecção precoce de distúrbios do desenvolvimento e aprendizado, visando intervenções terapêuticas precoces.

Não se trata de rotular ou enquadrar a criança como integrante de grupos problemáticos e sim de evitar que tais dificuldades possam impedir o desenvolvimento saudável da criança. Todas as tarefas que diariamente realizamos necessitam da atividade cerebral. Para ler e compreender esse texto, anotar um recado para um colega, reconhecer alguém e lembrar seu nome, calcular o orçamento doméstico, conversar com uma pessoa, saber que amarelo é uma cor e que carro é um meio de transporte, lembrar o caminho de casa, são apenas alguns de uma infinidade de funções que nosso cérebro faz no dia a dia.

Desde de 2008, foi validado no Brasil o SON-R, que é um teste não verbal de inteligência para crianças entre dois anos e meio e sete anos e onze meses. O teste avalia um espectro largo de habilidades cognitivas sem envolver o uso da linguagem verbal ou escrita. Sendo adequado para crianças que têm problemas ou necessidades especiais na linguagem, fala ou comunicação, por exemplo crianças, com deficiências como surdez, autismo e transtornos de desenvolvimento social. Precisamos estar atentos e intervir precocemente quando a criança apresenta alguma dificuldade para aprender, pois compromete não apenas o desempenho na escola, mas também a vida social e o futuro profissional desta. O sentimento de não pertencimento ao ambiente escolar que a criança com um transtorno de aprendizagem experimenta é extremamente limitante em termos do planejamento de suas futuras ações na vida adulta. Após passar anos a fio repetindo uma história de fracasso, sem ferramentas para progredir, é natural que o indivíduo se sinta vencido pelos seus “limites”.